Margarida Maneta

Investigadora em Destaque – Abril

  1. Nome
    Margarida Maneta
  2. Idade
    22 anos
  3. Instituição
    Escola Superior de Comunicação Social, Instituto Politécnico de Lisboa
  4. Área de investigação
    Desinformação e literacia mediática
  5. Como começou o teu percurso como investigadora? Algum acontecimento ou evento particular suscitou o teu interesse pela área da investigação que atualmente desenvolves?
    O meu interesse pela investigação é anterior à minha decisão de a seguir. Na verdade, diria que tinha como certo que queria ser mestre em Jornalismo. Apesar de tudo apontar para, em seguida, ingressar no doutoramento, a verdade é que estava planeado, mas não para já. Passou a estar, mas não por um acontecimento em especial. Esta hipótese foi-se consolidando e confesso que, agora, também já não me vejo a seguir outro caminho.
  6. Podes contar-nos um pouco da tua rotina enquanto gestora das redes sociais do GT de Jovens Investigadores?
    O nosso objetivo é (re)publicar o máximo de conteúdos possível, indo ao encontro daquilo que a nossa comunidade espera de nós – que sejamos uma (boa) fonte de calls, bolsas e oportunidades em vigor. Além disso, temos, cada vez mais, apostado em publicações que criem a nossa identidade no online, uma vez que é, atualmente, onde ganhamos expressão.
    Tal pressupõe mais atenção e pesquisa do que parece. Apesar de estar à frente das redes sociais, considero indispensável a intervenção de outros membros do grupo. Só a partilha de informações e a troca de ideias entre nós nos tem permitido alcançar bons resultados.
  7. Qual foi o ponto de partida para o projeto de mestrado que desenvolves? Fala-nos um pouco sobre ele.
    No ano passado, um estágio extracurricular no projeto de fact-checking Polígrafo despertou o meu interesse sobre a desinformação. Ciente da complexidade deste fenómeno e apontando a literacia mediática como uma forma de o combater, tenciono criar um projeto que ofereça ao público-alvo ferramentas que lhes permita reconhecer e denunciar a circulação de informações falsas, capacitando-o, assim, para que reflita sobre. No fundo, a ideia não é tornar todos/as especialistas em desinformação, mas sim cidadãos/ãs conscientes desta problemática.
  8. Atualmente, dedicas-te exclusivamente à investigação?
    Não diria que me dedico só à investigação, mas sim que é a minha principal ocupação, muito graças ao trabalho que venho a desenvolver ao longo dos últimos meses para a obtenção do grau de mestre. A par disso, têm aparecido outros projetos. Atualmente, numa vertente mais profissionalizante, estou também ligada à produção de documentários.
  9. Como é que organizas o teu dia a dia de trabalho com a vida quotidiana?
    Atualmente, estando maioritariamente em casa devido à pandemia, considero que o difícil é desligar. A linha que separa os momentos de descanso e de trabalho dentro de casa é muito ténue. Neste mês de abril, por exemplo, comprei quatro livros: três deles da minha área científica. Nos meus momentos de lazer, acabo sempre por priorizar destes, pelo que acaba por não haver pausas. Outras vezes, quando dou o dia por terminado, acabo a descansar fisicamente, mas fico a pensar no texto que acabei de ler. As reflexões e comentários vão surgindo e mesmo sem uma folha por perto, abro as notas do telemóvel para apontar. Nunca foi tão difícil para mim encontrar um equilíbrio.
  10. Imaginas o teu futuro ligado à investigação ou gostavas de conhecer outras áreas e enveredar por outros caminhos?
    Sei que não será fácil, mas tenho a ambição de seguir um caminho ligado à investigação e ao ensino. Isto não significa, no entanto, que me feche a outras possibilidades. Independentemente do que surgir, quero estar ligada à área das Ciências da Comunicação. E consegui-lo, por si só, já me realiza muito.
  11. Porque participas no GT de Jovens Investigadores da Sopcom e o que mais gostas deste GT?
    Quando decidi apostar na área científica, procurei orientação junto de alguns/as investigadores/as e professores/as. Todos/as, sem exceção, me aconselharam a integrar este GT. Alguns/as foram, até, seus membros. Depois de perceber melhor como é que o grupo me podia ser útil, decidi inscrever-me. Surpreendentemente, passado dias do meu ingresso e em conversa com a coordenação, percebi que eu também podia acrescentar valor ao grupo. E é isso que tão bem o caracteriza – há espaço para todos/as, numa relação que tem por base a entreajuda e o crescimento mútuo. Daí que a minha participação neste GT me tenha permitido criar ligações entre quem partilha a mesma área de investigação que eu, ajudando-me, assim, a desconstruir a ideia de que fazer uma tese tem de ser um processo solitário.