Jaime Lourenço

Investigador em Destaque – Dezembro de 2021

Nome
Jaime Lourenço

Idade
28

Instituição
Universidade Autónoma de Lisboa e Iscte/CIES-IUL

Área de investigação
Jornalismo de Cinema; Jornalismo Cultural; Jornalismo

Como começou o teu percurso como investigador? Algum acontecimento ou evento particular suscitou o teu interesse pela área da investigação que atualmente desenvolves?
Inicialmente, os planos não passavam pela investigação, mas sim pelo jornalismo. Daí que grande parte do meu percurso até agora tenha sido dedicado também ao jornalismo. Mas é o interesse, desde sempre suscitado, por esta área que também me despertou para investigar as práticas jornalísticas e os media. Podemos assumir que a aposta na investigação académica se iniciou com o mestrado em Jornalismo na Escola Superior de Comunicação Social onde desenvolvi o primeiro trabalho que assume o conceito de Jornalismo de Cinema em Portugal. Este é um tópico que se expandiu do mestrado e que tenho vindo a desenvolver já no doutoramento.

Podes apresentar-nos um pouco da tua produção científica enquanto investigador?
Têm sido as minhas investigações, primeiro de mestrado e agora de doutoramento, a nortear a produção que tenho desenvolvido nos últimos anos sempre com o Jornalismo de Cinema como o tópico principal.
Primeiro, no mestrado, comecei por analisar o caso concreto do trabalho desenvolvido pelo programa Cinebox da recentemente extinta TVI24. À data era o único programa televisivo de jornalismo dedicado ao cinema com a sua estrutura produtiva integrada numa redação de informação. Com esta investigação, cheguei a publicar alguns artigos e a apresentá-la em vários congressos.
Agora, com o trabalho que desenvolvo no doutoramento, que olha para o Jornalismo de Cinema de forma transversal para os vários meios (imprensa, televisão, rádio e online), tenho investido em apresentar alguns dos resultados obtidos e reflexões efectuadas em vários artigos e eventos científicos nacionais e internacionais.
Além disso, na Universidade Autónoma de Lisboa, onde actualmente lecciono, também tenho integrado projectos de investigação e coordenado publicações.

Qual foi o ponto de partida para o projeto de doutoramento que desenvolves? Fala-nos um pouco sobre ele.
Após o mestrado, tive consciência de que existia um campo por explorar. O cinema é uma das principais manifestações artísticas e culturais que é alvo de cobertura jornalística por parte dos órgãos de comunicação social, mas a investigação que olha para tal era praticamente escassa no país, ao contrário de outras manifestações, como por exemplo a música.
De certa forma, a oportunidade estava aberta e, portanto, optei por realizar uma investigação alargada que olhasse para a cobertura jornalística do cinema desenvolvida pelos programas de televisão e rádio especializados em cinema, pelos principais jornais generalistas portugueses (uma vez que não existe nenhuma publicação especializada em cinema a circular em Portugal) e as respectivas páginas online no sentido de perceber quais as principais características e tendências do Jornalismo de Cinema praticado em Portugal.

Atualmente, dedicas-te exclusivamente à investigação?
A investigação ocupa uma grande percentagem do meu tempo, embora também esteja a leccionar em simultâneo na Universidade Autónoma de Lisboa.

Como é que organizas o teu dia a dia de trabalho com a vida quotidiana?
A logística que implica desenvolver uma investigação de doutoramento e dar aulas em simultâneo não é fácil. Por vezes, e infelizmente, é necessário sacrificar algum tempo com a família e amigos, mas com algum esforço e compreensão de todos, tudo é possível.
No entanto, tento sempre desenvolver todas as tarefas relacionadas com a leccionação na Universidade Autónoma e todas as relacionadas com a investigação de doutoramento em casa ou no Iscte, o que permite que consiga manter o foco em cada momento.

Imaginas o teu futuro ligado à investigação ou gostavas de conhecer outras áreas e enveredar por outros caminhos?
É importante, à partida, não fechar portas a nenhuma área. No entanto, penso que tenho vindo a desenvolver um percurso com relativo interesse, o que me permitirá continuar na investigação académica, bem como a leccionar.

Porque participas no GT de Jovens Investigadores da Sopcom e o que mais gostas deste GT?
O GT de Jovens Investigadores revelou-se um espaço muito interessante no que diz respeito à partilha de experiências e vivências de investigações e investigadores. Recordo com algum entusiasmo o IV Encontro de Jovens Investigadores (em que fiz parte da organização) por se ter tornado um fórum muito pertinente que permitiu a criação de relações pessoais que perduram.

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